Capítulo III - Medo
- Tio, é a Anna!
- Olá, Anna. Pela exaltação de sua voz, acredito que tem boas notícias pra mim.
- Sim, e tenho mesmo: Emeline e John. Esses eram os nomes deles!
- Bom, espera, você diz o nome de quem?
- Ah, sim, o senhor ainda não sabe do sonho. É o seguinte, tio Ant: eu sonhei com eles, e uma pessoa me guiou até um local. Resolvi então seguir o seu conselho e prestar atenção nos sinais.
- Ah, claro, e me diga aonde eles te levaram.
- Até uma padaria. Padaria Liang. Conversei com o dono dela, um senhor japonês super gente fina, que me contou um pouco da história da Emeline. Ela sempre ia lá conversar com ele depois do trabalho, tio!
- Como eu pensei. Seus sonhos não são só sonhos. Anna, e o que mais ele te contou?
- Bom, ao que parece, a Emeline desapareceu há algum tempo. E o pior: nada indica o motivo desse desaparecimento.
- Hum, entendo. Me diga uma coisa, Anna. A voz que você ouve em seus sonhos é feminina?
- Sim, sim. Por que?
- Receio dizer que Emeline já possa não estar mais entre nós. Porém, é só uma suposição.
- Entendo. Confesso que também imaginei isso. Ah, tem outra coisa. O senhor Liang sonhou comigo! Disse que sabia que eu iria até ele por conta desse sonho, acredita?
- Interessante. Como eu pensei, trata-se mesmo de um contato.
- Sim, e ele me entregou um cisne em origami que, de acordo com ele, Emeline gostaria que eu possuísse. Foi até ela mesma quem fez.
- (!) Guarde-o bem, pois esse objeto pode lhe ajudar na busca pela verdade.
- Com certeza, tio. Bom, vou indo pra casa agora, pois minha mãe pode estar preocupada. Até mais, tio Ant.
- Até, Anna. Boa sorte com Emeline.
[...]
- A conclusão do tio Ant não me surpreende muito. Se ela morreu, talvez tenha me escolhido pra alguma missão importante. Uau, não sei o critério que ela utiliza, mas sinto-me uma garota de sorte por ser a responsável! Mas e esse cisne? O que ela quis dizer com ele? Mais dúvidas, mais mistério. Que eu possa ter sonhos esclarecedores durante a noite. Durma bem, Emeline ou quem quer que esteja contando comigo.
[...]
- Hum, que lugar é esse? Parece uma...igreja. Quantas pessoas...um casamento, talvez. Seria...
(- Então, com o poder a mim concedido...)
- Sim, é deles! Emeline, John, eu os vejo! Preciso falar com vocês!
...
- Que casa linda...Emeline, eu entendo. Me mostre o que quer mostrar. Prestarei toda a atenção necessária, prometo.
(- Emeline, boa tarde. Fique à vontade. Vou só ali conversar com um paciente...)
- Você se parece tanto comigo. John parece tão feliz com você. Ei, espere, são seus filhos? Que lindos!
...
- Emeline, sua vida parece tão bela, mas agora você está tão triste. O que aconteceu? Que papel é esse na sua mão? Olhe, o John chegou em casa! Levante dessa cadeira, vá abraçá-lo!
( - Meu amor, hoje já estamos há 5 anos juntos....Amor? Porque está chorando? Amor?)
- O seu motivo...o seu motivo era forte. Eu sinto isso. O que quer que eu faça por você? Diga-me!
...
- Nossa! É tão real...Eu conheço esse lugar...Espere, a porta está aberta. Sim, eu conheço esse lugar. Fica logo ao lado da casa de minha avó. E está tudo tão parecido...meu Deus. John! É você! Você está tão triste. E que cheiro de álcool! Por que fica assim se tem uma vida tão bela? Eu acabei de testemunhá-la... Ei, espere, o calendário...dia 18 de abril...hoje é dia 18 de abril, madrugada, e o ano é também o mesmo...como assim? Eu estou mesmo aqui?
- Emeline...sinto tanto a sua falta...
- John, você precisa ser forte...Emeline, agora tenho certeza de que você não está mais entre nós, então diga-me como posso fazer para que você e John fiquem bem novamente! Conte comigo, por favor!
[...]
- Meus olhos querem me acordar....Hum, mais um dia. Preciso te encontrar, John. Se Emeline quer que eu o diga que ela está bem, assim o farei. Aproveitarei para lhe entregar esse origami. Acho que é um desejo dela. Aliás, como ela fez um tão belo? Olha só as asinhas e o bic...mas, espere..."Dr. Paulin..."...Pauline? Esse nome...Mas o que ele faz aqui?
[...]
- É um exame...Meu Deus, então era isso. Ela tinha...câncer.
[...]
- É um exame...Meu Deus, então era isso. Ela tinha...câncer.

O texto me parece um filme, todas as cenas me veio na cabeça como se eu estivesse assistindo a esse filme.Gostei muito da Anna por não ter medo, simplesmente ela vai em busca de conhecer aquilo que está acontecendo com ela.
ResponderExcluirParabéns Alice e Carter, uma história envolvente e com certeza de emoção.
Acompanharei.
Grande Beijo.
como você disse, reconheceria logo de cara de quem se tratava. seus textos são bem... 'seus' haha
ResponderExcluirparabéns! você continua escrevendo maravilhosamente bem! :) e que criatividade :O omg
enfim, não tenho entrado muito na internet ultimamente, mas sempre que posso dou um pulinho aqui no seu cantinho. me sinto um tanto em casa!
kisses, L. :*